Entrevista: Ela e o Bando “Muita música na nossa história!”

Você já ouviu o som pesado d’ Ela e o Bando?

 

 

No campo criativo da música nos deparamos com a mistura de gêneros deste grupo que traz consigo a riqueza da diversidade regional. Cada faixa guarda um pouco das influências dos integrantes: João Alves (Guitarra), Carolina Alves (Vocal), Gustavo Araujo (Guitarra), Adrimon Castilho (Baixo e vocal) e Rafa Souza (Bateria). Projeto que começou através de uma vontade de expulsar o mal que estava guardado dentro dos irmãos João e Carol, tomando proporções maiores e desenvolvesse neste grupo que tem feito história em cada canto que registram seu som.

Ela e o Bando têm como primeiro Ep o trabalho “homônimo” e o segundo EP “contratempo” gravado de forma totalmente independente. Eles são de Olinda – PE e foram convidados a dar uma entrevista ao nosso portal, sobre o processo, trajetória e singularidades que fazem parte da nossa raiz nacional, acompanhe:

Em entrevista (2016) vocês (João e Carol) contaram que as músicas foram gravadas antes mesmo da banda está formada, correto? Então, em que momento da vida de vocês (irmãos) disseram: É agora! Vamos gravar as musicas e criar a banda?

João Alves: Bom, nós fazemos música desde que nos entendemos por gente (risos). A música sempre foi uma coisa muito natural na nossa vida, mas na adolescência, esta coisa das composições aflorou mais, porém sempre foi uma parada muito despretensiosa, tanto é que só em 2015 resolvemos gravar algumas para deixar registrado. Nós a princípio não tínhamos a ideia de montar banda, era apenas pra deixar registrado o momento, uma espécie de expulsar os demônios (risos), gravamos e produzimos somente eu (João Alves), Carol e MD, durante o processo de gravação resolvemos dar mais cara de banda, inserimos bateria, guitarras, contrabaixo, enfim, dando mais cara de banda inclusive ganhamos uma música de presente do nosso pai Roberto Medeiros (integrante do grupo Quinteto Violado), que junto com Ciano Alves (Quinteto Violado) nos presentearam com a faixa “Cachorro Mago”, isto nos instigou mais ainda a montar a banda.

Quem faz “Ela e o Bando”?

João Alves: Atualmente, Ela e o Bando é feita por João Alves (guitarra/ vocal), Carolina Alves (vocal), Gustavo Araujo (guitarra), Adrimon Castilho (Baixo/vocal) e Rafa Souza (Bateria).

Por que foi batizado de: “Ela e o Bando”?

João Alves: Bom, quanto ao nome, queríamos deixar bem claro quem manda na parada (risos), enfim, acho que somos apenas uma espécie de alto falante pra amplificar, tudo que a Carol tem a dizer.  As letras são praticamente todas dela, praticamente é a visão dela sobre as situações que estão sendo ditas ali, nós (o Bando) tentamos fazer o acompanhamento perfeito pra todo esse discurso que ela quer dizer, por isso o nome não poderia ser mais justo (risos).

As composições e os arranjos são compostos pelos vocalistas junto aos músicos que misturam o estilo e fazem as músicas com difusão de rock, MPB, pop, reggae, suaves arranjos de Soul e outros, correto? Vocês já pensaram no estilo musical que se enquadram? 

A questão das composições é uma parada bem simples e ao mesmo tempo muito complicada. Nos deixamos levar para onde a música quer ir, e o resultado disso é toda essa salada musical de referencias que trazemos em nossas músicas.  Confesso que pra gente é muito difícil definir o “estilo” que tocamos, não gostamos de nos prender a isso, preferimos que as pessoas deem seus vereditos, do que elas acharem que estamos fazendo. Tem gente que pensa que é pop, que é rock, que é soul, musica regional. E no final somos tudo isso mesmo! Afinal como diz Tom Zé: ” A gente não veio pra explicar, viemos pra confundir”.

[Carol e João] Crescer entre músicos é enriquecedor aos ouvidos e a percepção, isto ofereceu uma ótica interessante do mundo artístico, também influenciou na decisão que tomaram de criar uma banda. No Brasil que estamos inseridos, o cenário independente tem se expandido, ganhado mais força com as plataformas digitais, mesmo assim ainda existe preocupação entre muitas pessoas quanto à escolha de ser músico e se jogar neste mundo artístico. Vocês já enfrentaram algum preconceito em torno da decisão de ser músico?

Acho que a maior barreira que existe realmente quando se escolhe ser músico, é a própria barreira pessoal, da duvida eterna “se isso vai dar certo”, “se você vai conseguir se sustentar com isso”, enfim, nós (Carol e João) pudemos acompanhar de perto as dificuldades e todas as delicias que envolve “ser músico e viver de música”, por mais que tenhamos uma bagagem de muita música na nossa história, ainda estamos engatinhando.  Precisamos aprender muito, mas acreditamos que tudo que é feito com verdade, tem uma facilidade maior de tocar as pessoas e é isso que norteia nossa música, ser extremamente verdadeiro na hora de entregar o produto final.

Me conta sobre o trabalho de vocês, começando pelo homônimo ‘Ela e o bando’ e partindo para o recente EP Contratempo: 

João Alves: Nosso primeiro EP, como foi dito, é um pequeno apanhado de tudo que eu e Carol já tínhamos feito, então foi um processo, digamos mais fácil (risos). Já nesse segundo EP, como tínhamos a banda formada, mudamos um pouco a formula e incluímos os outros integrantes no processo de criação das músicas, o que com certeza ampliou e melhorou muito a sonoridade. A gente sempre fica babando com o filho mais novo (risos), mas realmente esse nosso mais recente EP foi um trabalho que nos deixou muito orgulhosos. Todo o processo de pré produção e feitura do disco, foi feito com muito carinho e dedicação.

O que levanta o astral/a energia da banda antes de ir ao palco?

Acho que só o fato de poder subir ao palco e poder tocar nossas músicas é uma coisa que levanta muito o nosso astral, realmente é muito libertador poder botar pra fora ideias e referencias que só você guardava e ver a resposta do público a isto é ainda mais empolgante! Quando terminamos um show e descobrimos o feedback positivo das pessoas, isto já vale todo investimento e esforço que botamos nesse trabalho.

Como foi conversado com João, vocês tem 2 Ep’s gravados, são trabalhos sensacionais, tenho certeza que as pessoas que curtem reggae, POP, MPB, rock e estilo da região pernambucana tem que conhecer! No vasto mundo musical sempre existe um lampejo acesso com ideias novas e uma inclinação própria para projetos futuros. Qual o próximo passo que vocês almejam dar?  

Este ano (2018) gostaríamos muito de poder tocar no maior numero de lugares possíveis com nosso show do “Contratempo”, temos muitas ideias de parcerias com artistas e bandas da cena, assim como fizemos com o “Cellestino”, acho que isso fortalece e faz uma banda ajudar a outra. Acreditamos muito no potencial das bandas do nosso estado, só precisamos, as vezes de empurrõezinhos como esse do Vitrola Digital que sempre apoia as bandas da cena local.

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