Dingo Bells: Todo Mundo Vai Mudar

Com letras reflexivas e arranjos impares, a banda gaúcha, Dingo Bells, nos apresenta o seu novo álbum; Todo Mundo Vai Mudar. Contendo 10 faixas, o disco foi fruto de um retiro criativo onde todas as vivencias e percepções dos músicos ali envolvidos influenciaram na construção da obra.

Caso ainda não os conheçam, essa é uma ótima oportunidade para ouvir as Maravilhas da Vida Moderna, 1° disco lançado pela Dingo Bells. (Clique para Ouvir)

Ao ouvir suas músicas, podemos perceber a sensibilidade em cada frase escrita. Talvez seja esse o motivo da banda conseguir levar seu trabalho a um público diversificado. Sem restrição de idade ou sexo. Conversamos com a banda para saber um pouco mais sobre o novo álbum, quais são suas influências e inspirações na hora de compor. A matéria está incrível! Confira.

O álbum “Todo mundo vai mudar” transparece uma calmaria e uma sensação de que tudo de mal irá passar. Quais são suas inspirações e influências na hora de compor?

Uau, que massa que passou essa sensação. Talvez por isso que a gente receba tão frequentemente vídeos de crianças escutando nossas músicas, hehe! O Todo Mundo Vai Mudar teve um processo de composição bem diferente da experiência que tivemos com o Maravilhas da Vida Moderna, porque dessa vez a gente passou por um processo em grupo. Escrita, melodia e harmonia em conjunto. Fizemos um retiro criativo e durante esse período tentamos ter conversar e debater todos os assuntos que enxergamos ter algum potencial de acabar em canção. Então as inspirações foram nossas divagações, nossas percepções, nossas rodas de conversa e café em torno de assuntos da vida, o tempo, as pessoas, e claro, as mudanças. A partir daí o disco foi tomando mais forma como temática.

Qual gênero musical vocês se classificam?

Difícil pergunta. Com certeza o termo POP tá incluso em qualquer uma das possibilidades de classificação, porque a gente enxerga, no nosso conceito de POP, a presença de algo que toque o máximo de pessoas, que cause identificação. Então, poderia ser pop-rock? Sim. Assim como poderia ser pop-alternativo, pop-progressivo, pop-soul, pop-folk, enfim. Aí tem versões que vão de acordo com as subjetividades e limites de cada sub-gênero.

Há quanto tempo estão no cenário musical e como começou a trajetória da Dingo Bells? Como foi o surgimento da banda?

A Dingo Bells começou quando ainda estávamos no ensino médio e estudávamos na mesma escola de música. Então, basicamente o surgimento se deu quando eu (Rodrigo), o Felipe e o Diogo resolvemos fazer uma apresentação pública e mostrar “covers” que a gente vinha ensaiando até então. Bom, isso foi um “soft opening”, digamos assim, que durou até o ano de 2008, mais ou menos, quando resolvemos de fato apostar em composições próprias e tentar tocar em bares de Porto Alegre, mesclando clássicos do rock e músicas próprias.

Quais são os membros e suas respectivas funções na banda?

Diogo Brochmann – Guitarra, Voz, Violão, Teclado, Pedais, Caixinha e Planejamento e Execução de Cardápios.
Felipe Kautz – Baixo, Voz, Synth, Diretor de Bom Gosto e Planejamento e Execução de Cardápios.
Rodrigo Fischmann – Voz, Bateria, Violão, Ombudsman e Lava-louças.
O Fabricio Gambogi nos acompanha em todas as apresentações desde o lançamento do Maravilhas, compôs junto todas as músicas do disco novo, fez os arranjos de sopros do Maravilhas e do Todo Mundo Vai Mudar. É nossa pomba da paz e uma companhia preciosa na estrada. Ele toca guitarra, violão, teclado, bateria e canta. Não é o máximo?

Quem compõe as músicas da banda?

No Maravilhas da Vida Moderna, por mais que alguma ideia de música tenha partido mais de um ou de outro, as composições são assinadas em conjunto. O processo do Todo Mundo Vai Mudar, como disse, foi totalmente em conjunto, incluindo o Fabricio Gambogi. Além disso, olhando nos créditos, é possível constatar que algumas canções, em ambos os álbuns, tem parceria com o produtor musical Marcelo Fruet.

As mensagens que vocês passam em suas músicas nos faz refletir sobre situações que vivemos em nosso dia a dia. Exemplos claros são os clipes de “sinta-se em casa” e “mistério dos 30” . Como foi o processo criativo na hora da produção dos dois trabalhos?

Especificamente sobre esses dois clipes, demos liberdade para os diretores Martino Piccinini (Mistério dos 30) e Lucas Tergolina (Sinta-se em Casa) para que criassem um roteiro baseado nas suas percepções a respeito das músicas. Em “Mistério dos 30”, o Martino praticamente nos avisou quando começaria a rodar o clipe e só nos chamou para apresentar um primeiro corte.

No caso do clipe de “Sinta-se em Casa” a gente sentou com o diretor e debateu em duas reuniões tudo que a gente não queria que fosse o clipe. A partir daí, o Tergolina foi juntando ideias e nos apresentou uma primeira versão de roteiro. Os clipes não deixam de ser facetas visuais do que a música e a letra podem remeter ao diretor. Nesses dois casos eles enxergaram aqueles universos cotidianos nas músicas e interpretaram com suas sensibilidades. No caso de “Mistério dos 30” o diretor optou por trazer um cunho mais social na sua interpretação, mas nos agradou muito a ideia de surgir um novo universo de significados a partir dali e que nós ainda não havíamos imaginado.

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