BREGA, É CULTURA OU NÃO?

Apesar das dúvidas ao redor do assunto, brega é sim cultura, por se tratar de uma forma de expressão. Óbvio que é diferente de outros movimentos artísticos brasileiros como samba, axé,  xote, lundu só que cada um tem sua peculiaridade, correto?

Seguindo à história, os primeiros registros de brega aconteceram na década de 80. Não se sabe a origem do termo “Brega”, mas de começo se referia a um tipo de música romântica, com arranjo musical sem grandes elaborações, bastante apelo sentimental, fortes melodias, letras com rimas fáceis e palavras simples. Por volta da década de 90, muitos artistas começaram a se destacar com esse ritmo, um deles foi o recifense Reginaldo Rossi (o rei do brega) que com sua irreverência levava o ritmo para outros polos do Brasil, mais precisamente no norte. Outros nomes renomados como Amado Batista, Wando, Odair Jose, Altemar Dutra, Sidney Magal e tantos outros fizeram imenso sucesso na década, ultrapassando a casa dos milhões de discos vendidos. Já no Belém do Pará, o brega tomava outras formas e cores, misturando acordes de guitarra com música eletrônica eis que surge o “TecnoBrega”, um ritmo agitado mas com a mesma veia de músicas românticas. Em Recife o brega já tinha conquistado seu espaço nas rádios e com passar do tempo o ritmo vem crescendo e surgindo outras bandas e estilos de brega na região.

Em 2000 surge um novo estilo em recife, o Brega Funk. E junto com ele os MCs que acompanhados de um DJ animavam as festas nas periferias de Pernambuco. Um programa muito conhecido da época era o Túnel do Tempo que apresentava artistas locais. (Relembre). As bailarinas com roupas coloridas sempre acompanhavam as bandas com batidas repetitivas e ritmos lentos para dançar a dois. Atualmente, outros ritmos foram acrescentado ao gênero como arrocha e outras misturas de instrumentos deixando-o ainda mais atraente e popular. Os sucessos Mc Troia, Sheldon Ferre, Mc Japão, Mc Tocha, Mc Menor, Aldair PlayBoy e vários outros (dignos de ouro) fazem parte das ruas e periferias, eventos e casarões. Brega é fenomenal e não escolhe classe. Portanto, não deixe o brega morrer… escrevam letras bonitas pra que eu possa cantar ou dançar.

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MC TROIA – BALANÇA, BALANÇA. (Foto: Youtuber/reprodução)

A diversidade existe e é fundamental para quebrar tabus e exercer o direito da liberdade de expressão. O brega por muitos anos viveu marginalizado por pseudointelectuais que não apreciavam ou não reconheciam o ritmo como parte da cultura popular e como resultado, passou anos sem patrocínio dos órgãos públicos, neste ano foi aprovado o projeto de Lei nº 1176/2017 que incluiu o brega na lista de expressão artística considerada genuinamente pernambucana. Em 14 de fevereiro foi celebrado o Dia Estadual da Música Brega. #Brega é cultura sim. (celebrado por Michelle Melo e assunto twittado por várias pessoas).

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